Encontros: Prt. III

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Lucinda voltou a encara-lo por um momento e uma pequena sugestão do que devia ser um sorriso elevou o defeito no lábio do garoto, ela voltou a lançar farpas com o olhar, sentiu que ele zombava dela de alguma maneira como fizera até agora. E mesmo contra a vontade, se deixou ser levada até o carro estava parado. Luce não havia percebido a pequena multidão que se formara ao redor do quase acidente que sofrera, mas não era para ela – uma quase vítima – a maioria tinha a atenção voltada para o Porsche Cayenne Tuning turbo completamente negro e vidro fumê parado perto do meio fio. O menino a acomodou no banco do carona prendendo-a com o cinto o rosto ficando a poucos centímetros do dela, Luce prendeu a respiração, e depois foi acomodar-se no banco atrás do volante. Lucinda se concentrou por um longo minuto no tornozelo que já não doía ou incomodava como antes, sussurrou o endereço, não ficava a menos de quatro quarteirões da alameda. A personificação de seu desenho dirigiu em silêncio por todo o caminho, e ela não se atreveu a abrir a boca. De algum modo ela sabia que ele pensava, os olhos escurecendo, ficando como uma noite de tempestade que se aproxima com alguma preocupação.
Lucinda sentiu-se mal com o silêncio que dominava o pequeno interior do carro. Mas ela também pensava: Com era possível ser ele o menino em seu bloco se – até três minutos atrás ela se quer o conhecia? Se quer em sonho ela chegara a vê-lo, mas o rosto dele estava lá e ele, aqui. E as malditas sensações? Por que ela as sentira? Tudo bem que Luce sempre soube que, quando algo de muito ruim iria acontecer ela meio que era impelida a estar no lugar, mas ela nunca pressentira um acidente para si mesma, e agora, isso. A menina sentiu que mente dela iria explodir e um buraco negro se formou em sua barriga.
– Você está bem? – ela o ouviu perguntar a voz grave, preguiçosa e sexy quebrando o silêncio por cima do ronco leve do motor do carro, Luce levantou os olhos, o menino olhava fixamente a estrada apesar de ter falado com ela.
– Estou. – a voz dela saiu em um fio. O carro parou.
– É essa a sua casa?
– Sim, obrigada. – disse ela olhando pelo vidro dele a faixada da casa. Finalmente o menino a olhou, o chumbo dos olhos dele derretendo.

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