Encontros : Prt. II

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– Deve estar contundido. – disse o menino com a voz grave, sexy e preguiçosa e gélida ao mesmo tempo, mas tinha algo a mais em seu tom de voz, algo que pareceu ser mais como preocupação.
– Estou bem! – retrucou tentando se levantar, mais o tornozelo reclamou com uma pontada de dor e um gemido de dor lhe escapou pelos dentes. – Ah!
– Você realmente precisa ir a um médico. – retrucou o menino de volta, e Luce sentiu que de alguma maneira ele sabia que ela não iria nem se a lesão fosse uma fratura exposta.
– Não preciso, não. – disse já irritada com a personificação do desenho. – E quem é você afinal?
– Isso… tem importância? – perguntou ele franzindo o cenho levemente.
– Sim. – Luce respondeu irritada e com um tom de voz quase cortante olhando-o nos olhos. – Se eu decidir te processar.
– Ei! – o menino ergueu as mãos, como se quisesse se defender do seu tom de voz. – Foi você quem apareceu do nada na frente do meu carro. E sim, você precisa ver seu tornozelo.
– Do nada? Você quem não olha por onde anda! – Luce acusou. O menino franziu o cenho e ergueu uma sobrancelha negra, olhando os fones de ouvidos pendurados ao redor do pescoço da menina.
– Eu buzinei. – disse ele como quem pede desculpas. – Você precisa ir a um médico.
– Não, eu não preciso. – reclamou tentando novamente levantar, o tornozelo reclamou com mais força com a pontada de dor correndo toda a perna pelo esforço, fazendo com que ela voltasse a cair no chão com um gemido de dor escapando pela boca contra a sua vontade. Ele mordeu o canto do lábio tentando não rir do esforço mal sucedido, Luce lhe deu uma olhar frio e ele franziu os lábios, fazendo a mente da menina girar mais uma vez. Estava lá. No canto do lábio superior, uma pequena cicatriz, era quase imperceptível, mais estava lá. Uma pequenina cicatriz de algum soco que ele ganhado em algum tempo atrás, há muito tempo atrás. Se ainda lhe restava alguma duvida, ela desaparecera , era o mesmo rosto que estava em seu bloco de desenhos.
“Mas como Lucinda?!” – o pensamento gritou, nem mesmo ela sabia.
– Respire. – a ordem soou um tom mais baixo e mais perto do que deveria estar. Não havia percebido que prendia a respiração até que ele a mandasse respirar. O ar entrou dificultoso em seus pulmões. – Venha, vou leva-la a um hospital.
– Não! – sua voz não soou como ela queria, lhe pareceu histérica ou quase gritada. Não cogitara a hipótese de ser levada ao hospital, seus olhos arregalaram por um segundo depois ele franziu a testa. – Não. Não é necessário, eu já disse.
– Vai me processar se eu não leva-la? – Lucinda sentiu que ele zombava dela, e o fuzilou com os olhos. Ele lhe lançou um olhar cinza de desculpas. – Deixe-me leva-la em casa ao menos.

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